Tento fugir ao que me cerca e corro com medo de ser apanhada por tudo o que um dia deixei para trás. Podes vir mas não digas nada, que eu prometo não trazer o passado arrastado do meu lado, e apenas nós poderemos ser o presente. Corro, procuro e não encontro tudo o que preciso para ser feliz, nestas ruas cada vez mais pequenas e com mais portas. Não sei onde te posso encontrar para te falar, mas apesar de já estar com saudades desse olhar, prometo fugir disso para não cair em tentação e não acabar na solidão de outrora. Cabelos ao vento, sorriso no rosto, olho para trás daquilo que o meu campo de visão permite e encontro um rosto conhecido, escondido por vidros de plástico imaginários, com olhos ardentes percorrendo cada parte do meu corpo, que parece movimentar-se de acordo com o dançar das chamas, ou simplesmente seguindo o rasto dessa chama que cresce, cresce, cresce e parece não parar. Prometo não ceder, não cair, não correr e fugir, mas tu vens, aproximas-te e colas-te como se fosse uma folha de papel que não pretendes amolgar. Frente a frente tudo fica mais claro, e agora sei que não posso fugir, porque tu vens e estás aí, espreitando em cada esquina, cada movimento meu, capaz de te cegar. Tu nem desconfias que não fujo, apenas quero ver-te perseguir-me, ficares hipnotizado por cada movimento, fazer secar a tua boca com o sorriso dos meus lábios, fazer o teu cabelo ficar em pé quando sopro ao vento e provocar-te a tempo inteiro, obrigando-te a ficar dependente daquilo que não sou, mas tu consegues ver. E quando fico mais perto, tu nada fazes, voltas a ser um humano como qualquer outro, que simplesmente olha e não dá valor porque me tem nos braços, por isso quero fugir, e esconder-me, enquanto tu me persegues. Quando te quero encontrar, não consigo, mas sei que estás por perto, posso sentir, posso perceber, posso cheirar a tua presença à distancia e aos poucos dás-me o teu coração e esperas que eu te dê o meu, mas isso apenas o amor poderá fazer, não eu. Por isso não maltrates o teu coração, e deixa-o comigo, porque apesar de teres partido e não me teres dado valor quando me tiveste, prometo devolver-te quando te encontrar e não me tocares.
10.1.10
love hypnosis
10.1.10
Tento fugir ao que me cerca e corro com medo de ser apanhada por tudo o que um dia deixei para trás. Podes vir mas não digas nada, que eu prometo não trazer o passado arrastado do meu lado, e apenas nós poderemos ser o presente. Corro, procuro e não encontro tudo o que preciso para ser feliz, nestas ruas cada vez mais pequenas e com mais portas. Não sei onde te posso encontrar para te falar, mas apesar de já estar com saudades desse olhar, prometo fugir disso para não cair em tentação e não acabar na solidão de outrora. Cabelos ao vento, sorriso no rosto, olho para trás daquilo que o meu campo de visão permite e encontro um rosto conhecido, escondido por vidros de plástico imaginários, com olhos ardentes percorrendo cada parte do meu corpo, que parece movimentar-se de acordo com o dançar das chamas, ou simplesmente seguindo o rasto dessa chama que cresce, cresce, cresce e parece não parar. Prometo não ceder, não cair, não correr e fugir, mas tu vens, aproximas-te e colas-te como se fosse uma folha de papel que não pretendes amolgar. Frente a frente tudo fica mais claro, e agora sei que não posso fugir, porque tu vens e estás aí, espreitando em cada esquina, cada movimento meu, capaz de te cegar. Tu nem desconfias que não fujo, apenas quero ver-te perseguir-me, ficares hipnotizado por cada movimento, fazer secar a tua boca com o sorriso dos meus lábios, fazer o teu cabelo ficar em pé quando sopro ao vento e provocar-te a tempo inteiro, obrigando-te a ficar dependente daquilo que não sou, mas tu consegues ver. E quando fico mais perto, tu nada fazes, voltas a ser um humano como qualquer outro, que simplesmente olha e não dá valor porque me tem nos braços, por isso quero fugir, e esconder-me, enquanto tu me persegues. Quando te quero encontrar, não consigo, mas sei que estás por perto, posso sentir, posso perceber, posso cheirar a tua presença à distancia e aos poucos dás-me o teu coração e esperas que eu te dê o meu, mas isso apenas o amor poderá fazer, não eu. Por isso não maltrates o teu coração, e deixa-o comigo, porque apesar de teres partido e não me teres dado valor quando me tiveste, prometo devolver-te quando te encontrar e não me tocares.
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7 comentário(s):
obrigada por me seguires (:
De nada querida :)
Tu és de viana? :)
Beijinho
adorei :o
está lindo :')
a maneira como descreves o sentimento *
muito bom texto. "Tu nem desconfias que não fujo, apenas quero ver-te perseguir-me(...)" e adoro esta ideia da fuga não-fuga!
olá, gosto dos teus textos :) Podes dizer-me onde vais buscar os templates para o teu blog ? É que este está bastante giro. E obrigada por me seguires :D
Adoro este texto :)
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